19 out 2019

Rotatividade de Funcionários

Veja como reter os bons colaboradores em seu condomínio

Nada mais desgastante  para os síndicos com relação ao quadro de
pessoal nos condomínios do que a constante rotatividade de seus
funcionários. Não importa se os funcionários são próprios ou
terceirizados o aborrecimento e as consequências são semelhantes.

 

O chamado “turn over” compromete a manutenção, a segurança e as
contas de consumo (água, luz, gás e outros) do edifício. A falta de
familiaridade com os equipamentos gera excessos e desperdícios de
consequências muitas vezes imprevisíveis. Vale destacar que nos últimos
anos a sofisticação das construções e dos acessórios que as compõem
exigiu um maior preparo do elemento que opera e controla tais
equipamentos.

Será que houve  uma conscientização dos gestores com relação a essa
evolução? Ou ainda predomina o antigo modelo: saiu, substitui,
constituindo assim um ciclo vicioso sem grandes perspectivas de solução?
 Pior,  procedimentos e normas se perdem na constante troca de seus
operadores. Cada funcionário que se retira ou é demitido leva consigo o
conjunto de conhecimento que acumulou ao longo dos anos, muitas vezes
adquirido por ações baseadas em tentativas, erro e acerto.

 

Como obter  resultados diferentes se as políticas de gestão não
mudam?  Será preciso quebrar alguns paradigmas! É também  verdade que
não existe uma solução  única ou mágica, mas algumas ações certamente
 contribuem  para reduzir essa constante troca de funcionários. E para
surpresa ainda de muitos, não é somente o salário que os fideliza no
emprego, embora seja o fator mais considerado.

 É importante motivar e treinar a equipe dos condomínios. Nas

edificações  de maior porte a possibilidade de carreira por mérito faz
do profissional um funcionário comprometido. Mas é preciso estabelecer
claramente os critérios: postura, faltas, atraso, tratamento com os
moradores e conhecimento das funções. Tudo isso com treinamento
específico e periódico. Mesmo nos edifícios de menor porte, a motivação é
 claramente sentida quando existe um programa de  treinamento
proporcionado ao trabalhador o seu aprimoramento. Mais do que isso, o
retorno vem com o aumento da vida útil dos bens do edifício, e da
segurança de seus moradores.

 Não se recomenda manter funcionários sem motivação ou

descomprometidos, nem manter funcionários desqualificados para a função
para as quais foram contratados. Infelizmente, algumas deficiências só
aparecem com o decorrer do tempo. Trata-se de destacar  os que mais se
 dedicam e melhor  executam as  suas tarefas diárias.

 

Programas simples de premiação periódica do(s) funcionário(s) menos
faltoso(s), estabelecidos por metas, podem ser rapidamente
implementados. Essas ações   corrigem inclusive as muitas vezes injustas
 divisões da lista do final do ano, que agracia a todos,
independentemente de seu desempenho. Esses programas podem prever
prêmios não necessariamente pecuniários, por exemplo, um equipamento
eletrônico no final do período estipulado. 

Resultados surpreendentes são descritos na literatura de RH  apenas
com o simples acompanhamento e avaliação do desempenho dos empregados,
mesmo sem qualquer acréscimo salarial ou premiação.

Outro fator importantíssimo que mantêm o funcionário no emprego são
os chamados benefícios indiretos. Embora não reflita diretamente em sua
remuneração traz grandes benefícios pessoais: plano de saúde, café da
manhã, vale alimentação diferenciada (além do obrigatório), uniforme e
outros que melhoram sua qualidade de vida. Além de mais econômico para
os condomínios, pois não tem o “efeito cascata”, ou seja,  não incidem
nos encargos nem nas férias ou 13º salário.

Se estas ações não fixam definitivamente o funcionário no seu
emprego, são diferenciais que pesam  na sua  decisão de avaliar  uma
nova proposta de emprego ou  busca de diferentes alternativas
profissionais. No final todos  saem ganhando:  trabalhador e empregador
(funcionário e condomínio).